Abolição da escravidão: uma solução ou um novo problema



Segundo Robert Conrad, o abolicionismo só explodiu, no Brasil, no final da década de 70, quando um representante liberal da província da Bahia deu início às discussões na Câmara. Argumenta ele que, tanto para os historiadores quanto para seus contemporâneos na campanha abolicionista, um discurso do deputado Jerônimo Sodré, preparado antecipadamente na Bahia e proferido em 5 de março de 1879 na Câmara dos Deputados, foi a faísca que inflamou a isca. Em sua fala, o deputado teria criticado a Lei Rio Branco, taxando-a de uma reforma vergonhosa e mutilada. O recado dado era claro e expressava a premissa básica do abolicionismo dali por diante: o Brasil deveria trabalhar para promover logo a supressão definitiva da escravidão no país. Com seu pronunciamento, ele não só repudiou a Lei Rio Branco, mas também defendeu a extinção absoluta do trabalho escravo imediatamente.


Essas são as essenciais leis que foram criadas e aos poucos acabando com a escravatura.

1. A Lei Bill Abeerdem 1845: 

É uma lei britânica que permitia seus navios a bombardearem qualquer navio negreiro que traficasse escravos entre a África e América.


2. A Lei Eusébio de Queiroz 1850: 

Proibia o tráfico negreiro internacional, principalmente entre a África e o Brasil. Com ela diminuiu significativamente o número de escravos no Brasil.


3. A Lei do Sexagenário criada em 1872: 

A lei libertava os escravos que tinham a partir dos 60 anos de idade. Mas com essa lei não houve muitos benefícios ao escravo pois dificilmente um escravo chegava aos 60 anos de idade.


4. A Lei do Ventre Livre criada em 1885: 

Esta lei declarava livre todos os filhos de mulheres escravas que eram nascidos a partir da data da lei. Porém essa lei não trouxe real liberdade ao escravo pois os filhos das mulheres escravas ainda dependiam do sustento de seu senhor.


5. A Lei Áurea criada em 1888: 

Foi assinada pela princesa Isabel, libertava todos os escravos do Brasil. Mas esta lei não foi acompanhada de um projeto de inclusão do negro na sociedade.


Após a Independência do Brasil muitos donos de terra ainda tinham escravos, porém com o tempo começou a surgir vários movimentos, esses movimentos tinham como objetivo de acabar com a escravidão. Isso ocorreu porque na Europa o abolicionismo estava crescendo muito, pois seus objetivos eram conseguir consumidores, e o Brasil seria um ótimo consumidor principalmente para a Inglaterra, então a abolição se expandiu por todo o mundo e até mesmo pondo em lei a Lei Bill Aberdeen, que proibia qualquer tipo de tráfico de escravo, isso ocorreu em 1845.

E devido a isso, o Brasil perdeu escravos tendo que ceder à Inglaterra em 1850.


Os escravos já estavam mobilizados no meio dessa causa havia muitos anos. O primeiro movimento que foi e é considerado de extrema importância até hoje, foi o movimento do Quilombo dos palmares, liderado por Zumbi dos palmares. 

Durante o processo da abolição da escravatura muitos escravos decidiram fugir, abandonar as fazendas, e isso fez com que os fazendeiros e donos de terras se sentirem obrigados a aceitar, a Abolição.


Em 1850 é extinto o tráfico de escravos. O açúcar, mercadoria de exportação que dera prosperidade à área de trabalho escravo no Nordeste, entrara em decadência no mercado mundial. O mesmo fenômeno de decadência também se manifesta em Minas Gerais e Goiás, pois a avidez da metrópole exaurira em menos de dois séculos quase toda a riqueza do subsolo daquela área. A fuga permanente do escravo que exigia a manutenção de um aparelho repressivo e de captura permanente também aumentava o custo da produção. Inicia-se, assim, a crise do sistema escravista. Por outro lado, na segunda metade do século XIX uma nova cultura aparece no Sudeste com um dinamismo que surpreende e, ao mesmo tempo, exige uma quantidade cada vez maior de mão-de-obra: o café. Não havendo mais a possibilidade de importação de africanos, os fazendeiros do café do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas no início do surto usam o recurso de importar o negro escravo de outras províncias que já se encontravam decadentes, como Pernambuco, Bahia e Ceará. Essa necessidade de importação interprovincial desarticula novamente a população negra, que é deslocada para as novas áreas prósperas, muitas vezes vendo fragmentada a sua família, pois os seus membros podiam ser vendidos para senhores diferentes. Esse novo deslocamento da população negra escrava estava, por isto, subordinado aos senhores.


No século XIX já havia movimentos que defendiam o fim da escravidão. Diversos pensadores dessa época já consideravam a escravidão um abuso e um grande problema para qualquer nação que tivesse a intenção de se desenvolver. A partir da década de 1850, percebemos que o movimento abolicionista no Brasil começou a ter maior visibilidade e isso se deve a alguns acontecimentos importantes que marcaram essa mesma época.
Em meio a toda essa confusão da Santa Sé, deve-se fazer justiça a alguns papas, que protestaram contra semelhante estado de coisas, como Pio II com a bula de 7 de Outubro de 1462, Paulo III em 1537 Urbano VIII com a bula de 22 de abril de 1639, Benedito XIV pela bula de 3 de dezembro de 1839, condena e proíbe a escravidão de negros.



Mas quem lê esse artigo pensa que foi tudo um mar de rosas, é importante destacar o tumulto criado pela abolição da escravatura, dando destaque para a vida dos negros após a abolição. Finalmente eles eram livres, poderiam viver suas vidas sem serem oprimidos e abusados por outros, mas o que não foi pensado foi o que eles fariam a partir daí, considerando que a maioria tinha sido trazida da África a força, eles estavam sozinhos em um novo país que agora era consumido pelo racismo, o que dificultou a vida dos ex-escravos, pois agora eles não tinham casa, trabalho e ainda eram quase 60%da população brasileira.

PROXIMA
ANTERIOR
Click here for Comments

0 comentários: